Homossexualidade Entre Animais
A discussão aberta sobre a
homossexualidade dos animais é recente. Os cientistas têm evidências do
comportamento homossexual, em todo o reino animal, além dos humanos. O
homossexualismo ocorre também entre animais, o que poderia significar que é
natural para seres humanos.
Essa constatação permitiria admitir que o homossexualismo, não é uma escolha,
mas que resulta de forças naturais, fisiológicas, endócrinas, etc..., que não podem ser controladas,
pela vontade das pessoas e dos animais. Frans de Waal, que é um dos mais importantes primatologistas
do mundo, abriu essa questão, em 1997, ao lançar seu livro sobre bonobos, primata que são parentes muito próximos do homem.
Esses macacos têm uma enorme energia sexual. Em cativeiro ou na floresta, quase
todos são bissexuais, e metade de suas relações sexuais são
com bonobos do mesmo sexo. As fêmeas têm relações com
outras fêmeas de hora
Afirma que embora esse
comportamento seja observado em cativeiro, por problemas de solidão é muito
mais comum no habitat natural dessas espécies.
Entre 10% e 15% das fêmeas de
gaivotas são homossexuais.
Ocasionalmente, elas têm relações
com machos, mas voltam para a companheira para pôr e chocar seus ovos.
Jovens golfinhos são famosos pelas atividades homossexuais em cativeiro ou no
mar. Machos e fêmeas de macacos rhesus também. Esses
comportamentos em animais vêm sendo registrados desde 1700, mas poucos livros
foram escritos sobre o tema.
D. R. Lorenz, biólogo, da Universidade de Boston, e outros
cientistas afirmam que o fato de animais exibirem comportamento homossexual não
significa que seja geneticamente determinado e também não dá para extrapolar
para seres humanos. O que esses estudos mostram, porém, é que sexualidade é um
termo bem mais abrangente do que a atividade sexual, também o sexo é uma
atividade entre os animais, realizado além da idéia de reprodução. As fêmeas de
bonobo, por exemplo, têm relações mesmo fora de seu
período fértil.
Fonte :: J Biolaw
Bus. 2003;6(2):30-9