Crises no Relacionamento
Crises são normais, elas acontecem, temos que
saber administrar. Quem sabe administrar uma crise consegue manter um padrão
maior de estabilidade. Quem não consegue busca saídas, que podem ser desde uso
de medicamentos até mesmo traições e aventuras. (mas claro,
isso você nunca irá saber, ou quando souber será tarde demais).
Todo relacionamento
apresenta crise, em algum momento. Não existe felicidade permanente. Anos de
convivência, monotonia, rotina, problemas financeiros,
TPM, são diversos os fatores, mas saber administrar isto tudo é o grande
problema.
Como dizem por ai:
Ter vários relacionamentos é fácil, o problema á administrar um deles. Manter
uma relação é muito complexo, são duas pessoas pensando de forma diferente para
o mesmo objetivo. Nem sempre isso dá certo, ou pelo menos, como se imagina.
Mas
o que fazer para resolver os problemas quando eles ocorrem? Não existem
fórmulas mágicas, nem fórmulas prontas. Mas uma dica vale para todo mundo: ter
diálogo, e ser muito sincero(a).
O que adianta estar
casado, mantendo uma relação se não há sinceridade....sem
isso nada será resolvido.
Não adianta estar num
relacionamento e manter uma vida dupla, não adianta não ser feliz sexualmente, não
realizar suas fantasias e desejos sexuais. Tudo isso é importante para que o
relacionamento fique estável por longos períodos.
Temos que entender que
crises nascem por conflitos, sejam eles diretos ou indiretos. É claro que,
quando uma pessoa está em crise o outro fará parte de seu conflito, afinal é
uma unidade casal, são duas pessoas, não há como separar. O problema de um é o
problema do outro, querendo ou não!
Os problemas sexuais
também geram crises, e são fortes. Falta de orgasmos e insatisfações geram
crises sexuais que podem levar a traições, separações, desconfianças, ciúmes, depressão, baixa estima, violência e muito mais.
Também não adianta
dialogar e não ter praticidade. Ficar apenas conversando sem agir nada adiantará.
Não se impõe uma vontade!
As crises são resolvidas
com alguns pequenos passos.
1o
Dialogar de forma franca e direta sobre o problema. Dialogar não é impor
a sua vontade ou desejo, não é gritar, falar
mais alto. Dialogar é escutar o outro, não apenas ouvir, mas escutar o sentido, escutar com atenção o
que o outro está dizendo!
2o
Estabelecer uma meta em conjunto para resolver o problema. A
responsabilidade não pode estar na mão de um dos conjugues, a unidade casal que
esta com problemas. Ela tem que saber sair junto da problemática.
3o Saber
mudar se necessário. Adaptar a nova realidade, pelo menos no
período que for necessário para resolução do problema. Exemplo: se a crise esta
na parte financeira então é necessário efetuar cortes,
e agüentar a situação até resolver a dificuldade maior, passo a passo.
Se o problema estiver na
área do comportamento (exemplo TPM) a pessoa terá que usar medicamentos
apropriados para reduzir as crises (como uso de pílulas etc).
Não adianta ficar se escondendo atrás de uma doença.
Se o problema esta na
parte afetiva, sexual etc, saber identificar e mudar
a forma de agir para agradar mais ao outro (isso se ainda
desejar tê-lo(la) por perto.
4o Aprender
com o problema. Ao resolver o problema tentar manter a vida sem
que fique no famoso IO-IO, indo e vindo nas mesmas crises! Aprendizado é algo
que fica e não deve ser jogado de lado depois de tanto sacrifício. Entrar e
sair do problema todo mês cansa qualquer um.
É muito importante que
não usemos as confidencias do outro para outros fins,
chantagens etc, segredos e intimidades são segredos.
Por exemplo: se há algum desejo que o outro quer realizar na cama e ele diz, usar isto em outra situação, como brigas etc podem causar danos permanentes na relação (perda da
confiança).
É importante que as
crises sejam resolvidas. Acredito que enquanto há amor, enquanto há desejo e tesão tudo pode ser resolvido. Não adianta ter amor e não
ter tesão, ter tesão e não ter amor. Há necessidade de
se ter os dois para se ter um melhor relacionamento. Se não for desta forma
o casal termina por transformar uma relação, que deveria ser de sexo e carinho,
como dois grandes irmãos, que convivem para pagar as contas do fim do mês.
Caso nada disso adiante então está na hora de
repensar na relação, se vale mesmo continuar ou se não seria melhor achar outro
caminho. Temos que lembrar que manter uma relação só compensa se tiver
recompensas sexuais e afetivas. Existem casos em que a separação é o melhor
caminho para o casal que não consegue conviver junto e terminam por atrapalhar
a vida dos filhos e parentes próximos.
Afinal quem casa, mora junto ou vive com alguém, esta procurando divisão
de tarefas e não sobrecargas.
Quando um dos conjugues não se importa, ou não
leva o outro a sério, aumenta em muito as chances de perder o relacionamento.
Ninguém é tão preso que não tenha condições de ter outros relacionamentos,
mesmo estando casado(a).
As pessoas carentes buscam relacionamentos. Todo
mundo quer ter felicidade, nem que sejam momentos.
Por isso, lembre-se: quando você estiver em crise
não saia gritando, brigando ou impondo suas idéias. Elas podem parecer que vão
funcionar, mas são temporárias. Não duram. Com o tempo o outro cansa, e pode
ser tarde demais para tentar recuperar algo.
Charles Rojtenberg