Ciumes  Por:  Charles Rojtenberg (dezembro de 2008)

O CIÚME AUMENTA EM MUITO A CHANCE DE INFIDELIDADE!

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Segundo um estudo realizado pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), a traição surge com mais freqüência justamente entre os casais em que um dos parceiros é ciumento. “A vítima se sente cobrada, sufocada, asfixiada e isso a induz a ser infiel”, diz o autor da pesquisa, o psicólogo Thiago de Almeida.

MAS ATÉ QUE PONTO O CIUMENTO É REALMENTE O VILÃO DA HISTORIA?

Muitas pessoas gostam de causar ciúmes, isso pode acontecer de forma consciente ou não consciente. Estas pessoas se sentem amadas quando o outro demonstra ciúmes por elas. Mas todo problema acontece quando o ciumento começa a apresentar sentimentos humanos e naturais, como raiva, ódio, vontade de vingança etc. Neste ponto a confiança foi abalada e o controle perdido, daqui para frente tudo pode acontecer, afinal somos humanos.

O ciúme ocorre por medo e insegurança sim, mas quem não tem medo ou insegurança de perder algo? Como uma pessoa que diz que ama a outra gosta de provoca insegurança? A verdade é que esta pessoa só sabe sentir amor por ela mesma e não pelo outro, ela gosta de sentir que tem o controle da situação, que pode e que domina tudo, que tem o controle do outro. Que tipo de sentimentos esta pessoa esperando de volta? Só sentimentos destrutivos..

Recordo da historia de um casal conhecido em que a mulher, para se sentir bonita e sensual, frequentava a academia de ginástica por 3, 4 horas todos os dias. Seu marido era proibido de freqüentar o mesmo lugar ou até mesmo até mesmo de visitá-la, ela ficava irada com isso. Ele termina por desencadear sentimentos de ciúmes, raiva, insegurança e as brigas começam.

Ela, sufocada, começa a reclamar para todos sobre o ciúme doentio de seu “querido amado”. Ele passa a se sentir traído e com raiva de sua esposa. Uma mulher a qual fez muitos sacrifícios para manter. Mas ao contrário do que possa parecer, consegue dar a volta por cima, desliga-se destes sentimentos negativos e começa a resgatar sua individualidade. Começa a sair com seus amigos, e a viver de forma menos dedicada ao núcleo família, buscando o seu espaço individual.

Ela não aceita que ele saia que tenha sua vida própria e recomeçam as brigas, pois ele tem que se comportar como ela deseja, na hora que deseja e da forma que ela deseja. Isto é característica de uma pessoa que possui a personalidade dominante, ou seja, na verdade existem nesta relação duas pessoas que desejam ser dominante e claro, não há relação de duas pessoas dominantes ou duas dominadas. Quando ele para de se comportar desta forma as brigas aumentam, a indiferença piora e o final da história não poderia ser outro...

Neste ponto você pergunta sobre o casamento deles? Sobre os filhos?  Bom, nunca mais foi a mesma coisa. Ele alega que como “ela precisa de espaço”, ele também precisa. Os filhos? Os filhos passam a ficar cada vez mais largados e sofrem, como todo o casamento desestruturado, não preparado.

O final de tudo já é meio conhecido por todos nós! Um dia, um dos dois irá se envolver seriamente com alguém de fora, afinal a carência aparece e uma hora as coisas saem do controle.....isso se chama carência, necessidade de valorização.

Neste ponto seguem 2 opções:

1)     Ou eles abrem o casamento e vão tentar ser felizes fora desta relação; 

 

2)    Ou mantém um caso paralelo ao casamento, por motivos de criação dos filhos e questões financeiras e vão vivendo esta vida tradicional que observamos por ai...Afinal de contas, muitas relações são baseadas nas questões financeiras e medo da perda da estrutura social (falsa segurança)

 

3)    Claro que existiria a 3º opção: Tentar o diálago sincero a encontrar um meio termo, mas infelizmente neste caso são duas personalidades dominadoras e esta opção só seria possível após mudanças de valores, que são conseguidas com terapias e sacrifícios. (impo

Por isso, pense muito bem antes de se valorizar através dos sentimentos dos outros, você pode ser a próxima vitima.

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