As circuncisões já eram registradas no Papiro de Ebers, do antigo Egito, datado de 1550 a. C. Esse documento encontra-se no museu da Universidade de Leipzig. Também no Antigo Testamento da Bíblia, há clara referência ao procedimento, quando Abraão é aconselhado a exigi-la de seus descendentes e seguidores (Gn 17;11).

Em março de 2007 um painel da UNAIDS/OMS realizado na Suíça emitiu um parecer oficial recomendando a circuncisão a todos os homens sexualmente ativos, como medida profilática à transmissão do HIV nas relações heterossexuais.

Penis_Circuncidado.jpgEstima-se que no mundo haja 30% de homens circuncidados, seja por motivos religiosos (adeptos do judaísmo ou islamitas, aborígines, entre outros grupos étnicos) ou por motivos higiênicos, como nos Estados Unidos.

Não apenas o HIV tem como porta de entrada uma mucosa peniana mais frágil, úmida e com higiene precária; muitas outras doenças associadas que levam à ulceração (formação de pequenos traumas) podem se transmitir com mais facilidade, desde o herpes vírus, papilomavírus humano (HPV), até os cancros mole e sifilítico.

Na maioria das vezes, as infecções genitais, notadamente as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), podem ser múltiplas e pareadas com facilitação mútua da infectividade recíproca. Nos casos de lesão peniana, corrimento, sintomas genitais, suspeita de contaminação após uma relação não protegida totalmente ou acidentes com o uso de preservativo (rompimento), a investigação de DSTs deve ser o mais abrangente possível.

É importante observar que o tratamento de diversas DSTs, e até mesmo a Aids, sai muito mais caro do que todas as medidas preventivas, levando-se em conta apenas os custos diretos, sem contabilizar os indiretos pessoais e da sociedade como um todo, pela perda de produtividade, de expectativa de vida, de vida saudável, e de menos doentes, internações e todos os demais custos elevados que onerarão o Sistema Único de Saúde em uma ou duas décadas.

 

Fonte(s):

 

www.professorcharles.com.br